quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Construindo o Labjor

O Labjor deste semestre ficou sob nossa responsabilidade. Hoje a aula foi dedicada à revisão dos textos das matérias e organização das editorias, para, na aula da semana que vem, finalizarmos o processo.
É incrível que, em apenas uma semana, tanto material tenha sido produzido. Mas é aí que vemos o quanto trabalhar em conjunto influencia no resultado final. Temos uma idéia vaga do trabalho de cada um, mas acredito que a surpresa vá ser grande quando o jornal for publicado. E tenho certeza que - mesmo que alguns não admitam - esse jornal vai ficar guardado lá no fundinho da gaveta, como relíquia do nosso início nessa vida acadêmica.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Contradição. O fim do jornal e o nosso começo.

Sobre a primeira parte da aula:

Foi alí por 1300 que a comunicação geral começou. Estamos falando é de um quase jornal lançado na época para informar a população. Se deu certo não sabemos, mas certamente ele evoluiu o suficiente para chegar até aqui.
Os COPISTAS (é, isso mesmo) escreviam em pergaminhos e faziam as suas cópias em madeiras e... segue o baile (ou a comunicação)! Era assim e, graças à evolução, não o é até agora.
Logo depois já começou aquela história de papéis pregados em postes e "atirados" nas ruas como informativos. Isso sim que era criatividade!
Hoje temos o rádio, a televisão, a internet e todos os outros meios mais alternativos.

Mas a maior parte do debate feito em aula foi uma possível saturação das pessoas pelo jornal escrito (poderíamos dizer assim?). Enfim, são de 60 a 70 páginas de todas as loucuras que se possa imaginar e as pessoas ocupadas de hoje, às vezes (dizemos, quase sempre), não têm tempo para isso e passam despercebidas pelos acontecimentos. Olham no máximo as figuras ou leêm o lead (3Q ou 3Q+O+C+P) para, no mínimo, terem o que falar. E o Jornalista, que passa seu ciclo em uma redação se dedicando, onde fica? Fica na lembrança de um trabalho insano, como TIM LOPES, que entregou sua vida pela profissão. Ou estão aqui e ali, escolhendo o que deveria ser relevante para mostrar todos os dias.
Há controvérsias, mas tecnologia é algo incontestável. Não podemos fechar nossos olhos para as mudanças que acontecem diante de nós. E talvez esse administrador do jornal, que de jornalista não tem nada, não enxergue muita coisa. Não veja os interesses das pessoas, as suas necessidsades e tudo que vem junto com isso. Enfim, o que chega na nossa casa muitas vezes não nos interessa mesmo.

Até onde vai essa onda de mandar nos escritores, assim como na gente? Será que as pessoas continuarão sendo clientes de um jornal cada vez mais entediante? Esse seria o fim do jornal escrito? Seria o fim do prazer de sujar as mãos com a tinta e poder apreciar tudo pelo toque?


Segunda parte da aula:

A nossa trajetória mais real no jornalismo talvez esteja começando. Usamos os outros 45 minutos do jogo para colocar o plano em prática. "Suspeitos de um crime perfeito". Primeiro a burocracia da distribuição (mãos pra cima, pessoal!). É hora da escolha. Nos separamos, e podemos aqui relatar caminhos levados ao acaso.
Dessa e sua paixão por música (é, ela é assim). Pra quem não conhece, toda essa cabeleira loira não representa nada do que se vê. E ela se entrega, se apaixona, sabe o que quer e diz o que pensa.
A Bru largou a fissura pelo futebol (são vários os motivos) e partiu para a página policial. Subir o morro com colete à prova de balas e desvendar o tráfico de drogas em casas de família. Nem tanto, né?
Essas foram nossas escolhas, tiradas de: opinião, geral, mundo, cultura, política, polícia, esporte, economia. A pauta foi escolhida e até semana que vem teremos novidades nessa nossa corrida pela informação.


Que seja dada a largada! Além de famequianos animados, somos jornalistas. E sabemos que esse mundo da comunicação não vai acabar, apenas se renovar para o mais interessante. E vamos tirar proveito, até a última palavra proferida, do que esteja (ou não) ao nosso alcance. São ossos do ofício.

Beijos a todos, inclusive aos nossos queridos professores (bem puxa hahaha), até ao Eduardo que nos largou ;P.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Jornal: um ciclo de 24 horas

Ao falarmos que cursamos jornalismo, os comentários quase sempre se resumem a uma única frase: "Ah, então você brinca de fazer faculdade. Jornalismo é muito fácil!"
Mas nós, que começamos a viver um pouco desse "mundo" da comunicação, sabemos que não é tão simples assim. Exemplo disso foi a explicação do Professor Fábian sobre como funciona um jornal.
Ainda é cedo para entendermos de verdade o que realmente acontece nessa vida corrida, mas já pudemos sentir pelo menos um pouco do que está por vir.

Na redação da Zero Hora, o movimento começa às 7 horas. A partir daí os editores começam a chegar, juntamente com os primeiros repórteres que vêm em busca das sugestões de pautas deixadas pelos chefes de reportagem no final do dia anterior. Os cadernos são as primeiras partes do jornal a serem fechados.
No decorrer da manhã, os chefes de reportagem já fazem a primeira reunião, os cadernos começam a ser finalizados, as matérias prontas já são desenhadas nos paginadores e o setor de transportes voa.
Ao meio dia, os editores de fechamento já estão na redação para verificar as matérias já feitas ou em andamento. Começa a corrida contra o tempo. A redação lota, ouve-se as rádios e na impressão os primeiros adiantos rodam.
No começo da tarde, há a preparação para a primeira reunião geral, onde há uma aposta nas matérias mais importantes. Nela, os editores "vendem" suas matérias, decidem onde o jornal investirá forças e começa-se a estruturar o jornal. Ao final da reunião, os editores voltam e apresentam o jornal para a equipe. É hora de sentar e escrever.
Ao longo da tarde, faz-se o espelho do jornal, os repórteres vão voltando à redação, os cadernos já rodados começam a chegar na circulação e, depois, inicia-se a escolha das matérias e fatos e a montagem do mapa de distribuição.
Sete horas da noite: Os textos feitos são lidos e já editados. É feita a diagramação e as primeiras páginas precisam ser baixadas. Cada página tem sua hora de baixar e nada pode atrasar, pois às 22 horas fecha-se o jornal.
Os caminhões levam os jornais a seus destinos à meia-noite e o interior é o primeiro a receber, pois as primeiras edições vão para lá. Enquanto isso, na redação trabalha-se para terminar a terceira edição e o ritmo diminui.
Na madrugada, ficam os plantonistas para o próximo jornal e os profissionais da zerohora.com. A impressão total do jornal acaba às 4h e às 5h o sistema é ajustado para o outro dia.
O jornal, às 6h já está sendo vendido e uma hora depois, na redação, o ciclo recomeça.

Fôlego para nós, então. Não parece, não deve e com certeza veremos que não é fácil. E se os comentários deveriam se resumir a apenas uma frase, essa frase deveria ser aquela que já conhecemos muito bem: "Se fosse fácil, deveríamos fazer engenharia."

Com ela ou sem?

Ela em questão seria a Internet. Quando tocamos no assunto esquecemos que já nascemos em um mundo digital, mas que certamente nossos avós não tiveram tanta tecnologia assim tão perto. Talvez nem tão longe, quando - de uma hora pra outra - surgem televisões na palma da mão, nossos pais sequer sabem ligar um computador. Não são todos em geral, mas a rede transforma em partes a vida das pessoas. Nós, estudantes, passamos, se não a maior parte, grande parte do nosso tempo em sites de relacionamento e batendo papo até com nossos vizinhos. E se em uma loucura terrorista, tudo parasse? Claro que isso não aconteceria (segundo nossos queridos professores), mas certmanete abalaria a vida de uma grande parte informatizada da população. Seria praticamente o fim do mundo, pois estamos diante de uma comunicação em massa. Distância é uma coisa que já não existe mais. Parece poético demais falar assim de um complexo de redes, mas desde 1969, a mentalidade foi mudando o suficiente para chegar até aqui pensando única e exclusivamente em evolução.
Mais tecnicamente, a ARPA (Advanced Research and Projects Agency) criou a Internet durante a Guerra Fria, com fins de pesquisas interligadas. Acabados os conflitos, eles a passaram para as universidades dos EUA e logo para os países do mundo. Tim-Berners Lee trouxe o World Wide Web (WWW), armazenando informações que poderíam chegar ao acesso de qualquer um. O Brasil, normalmente atrasado, a trouxe em 1991, com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa) e depois em 1995, foi usadas em lugares acadêmicos.
O que nos resta hoje é uma "orgia" de arquivos, justamente para serem aproveitados. A rede se torna o meio de comunicação de mais fácil e abrangente acesso. O meio de consumo aposta com tudo na força que a internet vem tendo e investem cada vez mais. Por sua vez, novos lançamentos surgem. E assim o mundo gira em torno de uma conexão. Você tem a comodidade de se deixar levar e não precisa sair de casa pela facilidade que te reserva neste novo universo. O universo da tecnologia.
A pergunta em questão é: até onde as pessoas esquecerão dos grandes prazeres da vida e ficarão na frente de um computador? A internet trouxe facilidade, mas fez com que esquecêssemos de fazer o que sempre nos trouxe felicidade: um passeio no parque, umas compras no shopping, às vezes até a loucura da fila do banco. Por mais que a vida corrida obrigue você a optar por essas opções, não vale a pena reservar um tempo apenas para curtir?